Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado pra sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida pra ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vaaaamos!!! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação. Eu me sinto sempre ganhando presentes. Se faço uma entrevista e leio depois no jornal, acho tudo o máximo, o texto, a foto… Estou sempre ganhando brinquedos. Minha vida é muito assim: sempre morrendo de rir, nunca com tédio. E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade.

Cazuza, por ele mesmo  (via cortejos)

(Source: cinquenta-receitas, via cortejos)

Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor… Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Carlos Drummond de Andrade.  (via citografou)

(Source: mal-me-queres, via citografou)

Rowena//Salazar - requested by anon 

She was the most intelligent woman he had ever known - and she scared him in more ways than he could count. Rowena understood him better than he understood himself. She was no Legilimens, but she could read him all too easily. Whatever he felt, however dark - Rowena knew.

(Source: foundersofhogwarts)

De vez em quando conheço uma pessoa e acho que estamos nos dando bem e, de repente, ela deixa de aparecer. Não só para de telefonar, mas age como se eu tivesse uma doença contagiosa, ainda não entendo. Mas isso me incomoda, me machuca.

Nicholas Sparks (via sincronizar)

(Source: alentador, via sincronizar)

O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo. Me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.

Caio Fernando Abreu. (via citografou)

(Source: ao-ritmo, via citografou)

d-a-l-t-o-n-i-s-m-o:

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theblackworkshop:

Striking Curtain Door by Matharoo Associates

theblackworkshop:

Striking Curtain Door by Matharoo Associates

(via atjordi)

No capricho do tempo, num sopro do vento.
Sou um barco contra corrente.
Um livro de trás pra frente.
Cheio de poesia incoerente.
Ergui a cabeça e abri a mente.
Lá estava ela, dona de uma beleza infinita.
Num vestido de luz, com sapatos azuis.
Eu conheci a garota mais bonita da cidade.

Amsterdã, 1957.  (via ofuscador)

(Source: sereno, via ofuscador)

No capricho do tempo, num sopro do vento.
Sou um barco contra corrente.
Um livro de trás pra frente.
Cheio de poesia incoerente.
Ergui a cabeça e abri a mente.
Lá estava ela, dona de uma beleza infinita.
Num vestido de luz, com sapatos azuis.
Eu conheci a garota mais bonita da cidade.

Amsterdã, 1957.  (via ofuscador)

(Source: sereno, via ofuscador)